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Ministério Público Eleitoral pede cassação do registro de candidato a vereador em Uberlândia

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  • Publicado em: Notícias
  • Autor: ADPM

Acusado, que buscou se reeleger à Câmara Municipal, teria utilizado a máquina pública para campanha eleitoral

O registro - ou diploma - de um vereador e candidato à reeleição à Câmara Municipal de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, está sub judice. O Ministério Público Eleitoral (MPE) ofereceu Representação à Justiça Eleitoral contra o candidato, contra o partido dele e contra o secretário de Habitação do município, devido à utilização, pelo primeiro, e com a autorização do último, da máquina pública para fins de campanha eleitoral. Além do pedido de cassação do registro ou diploma do candidato, o MPE requer também a aplicação de multa a todos os acusados, incluindo o partido político do vereador.

Segundo consta na Representação oferecida pelo Ministério Público, em junho deste ano, um comboio percorreu uma das principais avenidas de Uberlândia e, em pé, sobre a esteira de uma máquina escavadeira, o vereador e então pré-candidato à reeleição, vestindo a cor de sua campanha, acenava à população. O grupo, então, se dirigiu ao local em que seriam realizadas obras da Secretaria Municipal de Habitação, onde a mesma máquina ficou estacionada até o dia do início dos trabalhos.

De acordo com os promotores de Justiça eleitorais Adriano Arantes Bozola, Genney Randro Barros de Moura, Lúcio Flávio de Faria, Epaminondas da Costa e Edimilson de Vasconcelos, autores da Representação, naquele momento, aos olhos de todos, o candidato chegava trazendo os caminhões e máquinas a serem usadas nas obras públicas realizadas pela Secretaria de Habitação, em notória associação entre a sua pessoa e as obras que teriam início no local.

Ainda de acordo com os representantes do MPE, a escavadeira utilizada pelo vereador como palco eleitoral foi cedida, com essa finalidade, pelo secretário de Habitação do município - o Ministério Público apurou que os dois possuem estrita relação de confiança desde 2000.

Dessa forma, os promotores de Justiça consideraram que o vereador, com a anuência do secretário, em período anterior ao registro das candidaturas, usou de bem móvel, que estava a serviço do município, para beneficiar sua própria candidatura à Câmara Municipal de Uberlândia.

Fonte:http://www.mp.mg.gov.br

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